Fala-barato

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This is not a parrot

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sensacionalismo a mais para o meu gosto!!

Hoje a noticia do dia, aparte da selecção de futebol e do Euro 2012, foi o projecto de encerramento de alguns tribunais, em especial no interior norte do país.

Desde já alerto que considero que todos os cidadãos devem ter direito à justiça e não vou condenar os que defendem a manutenção dos mesmos nem os que defendem o seu encerramento.

O que condeno é a cobertura sensacionalista por parte da comunicação social ao facto. Um dos canais chegou mesmo ao ponto de contabilizar o número exacto de pessoas que irão ficar "sem Juiz" - 97 000 ao que parece.

É de facto noticia 97 mil cidadãos ficarem sem Juiz. O problema é que não vão ficar sem Tribunal. Este apenas se vai mudar para outra localidade, centralizando comarcas e, espera-se, reduzir custos (não sei se alguém se recorda, mas estamos falidos...).

O que faltou na notícia foi perguntar aos entrevistados - àqueles já com o discurso preparado para as perguntas dos jornalistas, do tipo cassete que se revolta contra qualquer decisão dos Governos que afecte o seu quintal -, quantas vezes na vida se deslocaram ao tribunal que agora não querem ver encerrado.
E as vezes que foram assistir a algum julgamento mediático só porque não tinham que fazer nesse dia não conta!!!
E perguntar aos mesmos quantas vezes por dia se metem no carro para ir ao Centro Comercial lá da zona - que por acaso fica na mesma localidade para onde vai passar o tribunal extinto...ou ao café...ou comprar o jornal...ou...

E já agora perguntar ao Ministério da tutela, quantos processos importantes - estou a excluir os das contas por pagar e afins porque para mim esses nem deviam ocupar Juízes - foram efectivamente julgados nesses mesmos tribunais.
E já agora perguntar quanto custa manter esses tribunais abertos e daí fazer uma análise custo/beneficio e então tirar as conclusões correctas.

Pegar num número e fazer uma caixa de meio ecrã é sensacionalismo e não me parece correcto.
Tirar o acesso à justiça a todos também não.

Já melhorar as condições dos profissionais da justiça e torná-la eficiente sim, é uma prioridade.

Se é preciso extinguir tribunais para que isso aconteça, então que se faça.





domingo, 6 de maio de 2012

Vive la France!!

Com a vitória do Sr. Hollande nas eleições francesas, o mundo irá agora viver um novo ciclo de crescimento nunca visto até aos dias de hoje.

Com o assumir de politicas semelhantes ás que trouxeram Portugal ao ponto onde nos encontramos, mas sempre defendendo o "Estado Social" e as "pessoas" (onde é que já ouvi isto??)mesmo que não haja dinheiro para isso, o Sr. Hollande vai colocar a Sr. Merkel no seu lugar e os mercados a falarem sozinhos!!!

A Europa vai finalmente sair do lamaçal em que as politicas neo-liberais - ainda não percebi o que isto quer dizer, mas fica sempre bem colocar o termo num texto que fala de socialistas - e os mercados nos lançaram, com o investimento que o Sr. Hollande vai fazer na economia francesa.
Não tem dinheiro, mas não faz mal, de certeza contará com o apoio frenético do PS português que irá agora também entrar num novo ciclo de propaganda eleitoral, bramindo que será possível atingir o nirvana gastando o que não se tem.

Espero que alguém lembre o Sr. Seguro que levamos uns 6 anos de avanço em relação ao Sr. Hollande e que a solução que agora vai ser colocada em prática em França, por muito que não agrade aos militantes do PS português, levou Portugal à pré-falência.

Ou muito me engano, ou teremos amanhã os mercados a reagirem aos resultados eleitorais, colocando o Sr. Hollande - e em consequência o Sr. Seguro - nos seus devidos lugares.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fui só eu?

Terei sido só eu a achar que afinal o que José Sócrates está a fazer em Paris não tem nada a ver com os estudos, mas sim ser director de campanha de François Hollande?
É que hoje vi um excerto do último debate e os trejeitos de Sócrates estão lá todos. O tipo de discurso, a maneira de apresentar argumentos, o tiques de coitadinho presente no "está a chamar-me mentiroso?" e até nas políticas defendidas (lembram-se do "investimento do Estado" na economia??).

sábado, 24 de março de 2012

Os mercados, esses papões.

A Economia de Mercado é como uma construção de areia numa praia imaginária. Sem supervisão adulta, de vez em quando, aparecem meia dúzia de criançolas sem pais à vista, que brincam, gozam e destroem parte da construção para seu proveito e gáudio. Para fazê-la crescer novamente é forçoso voltar à forma original e destruir quase tudo. Decrescer para crescer, que paradoxo. Reajustar, dizem outros. Se assim não acontecer, se adiarmos, e não conseguirmos sozinhos reconstruir os castelos, formas e túneis naquela praia, aparecerá uma mão visível como uma troika constituída pela chuva, maré e ventos, que se encarregará de fazer a primeira parte: destruir para nós reconstruirmos. O Capitalismo de Estado prefere fazer uma muralha onde ninguém brinca, nem a Troika nem o Indivíduo. Só brinca quem faz a muralha. A "mão visível" deu então a mão ao Estado (irresponsável)que não supervisionou as crianças, através dos burocratas que tentam ser exactos numa ciência que não o é. Pois a Economia é uma Ciência Humana. Continuaremos pois, a dizer que a culpa é dos mercados, quando a culpa é da não-supervisão dos mercados. Isto é, a culpa é nossa, porque nos metemos a jeito. Estávamos a ler o jornal e as crianças todas a brincar na areia.

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Jubilado de Cavaco

Os assessores de Cavaco Silva já lhe deviam ter dito que um Político não pode nem deve falar do seu dinheiro. Nunca. Um Político só pode falar do dinheiro dos outros. Cavaco cai nestas armadilhas com a maior das facilidades, porque não há ninguém que lhe diga que a resposta só pode ser uma: "A minha declaração de rendimentos é pública, o sr. jornalista devia saber disso." É básico.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Get a life!!"

Ao ver as reacções ao video da Coca-Cola, cujo único objectivo é criar um laço emocional com a marca para gerar mais vendas, chego á conclusão de que deve ser mesmo triste ser Português.
O video, para quem não viu, resume-se a fazer uma série de comparações entre aspectos negativos e positivos da sociedade, tentando passar uma mensagem de positivismo ás deprimidas massas de consumidores.
Pois logo nos dias que se seguiram à sua exibição na TV, surgiram "cópias" do mesmo video quer denegrindo a imagem da marca, quer fazendo comparações entre os aspectos negativos da mensagem e outros ainda mais negativos sobre Portugal.
Não estou a dizer que seja incorrecto, mas mostra acima de tudo a maneira de estar deste povo, que perante uma mensagem que procura um estimulo positivo, a primeira preocupação é, utilizando uma estratégia de contra-informação, tentar liquidar a positividade da mensagem.
Sabendo quem normalmente está por detrás destas acções de guerrilha comunicacional, chego á conclusão que para determinados grupos de intervenção social, o que interessa mesmo é ter o povo deprimido.
Pois não contem comigo. Gostei imenso do video da Coca-Cola e partilhei-o nas redes sociais logo na noite de Natal, assim que o vi pela primeira vez.
Quanto às restantes cópias manhosas e aos seus "realizadores" só lhes digo: "Get a life!!!"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sempre aquém do esperado!!

Ao ver o noticiário de hoje, a pivot da SIC anunciava assim a noticia sobre a comunicação de Natal do Primeiro Ministro:

"A oposição acha que a comunicação ao País do PM, ontem, ficou aquém do esperado"

Mas isso é alguma surpresa?
Mesmo que o PM tivesse dito que os Portugueses não pagariam mais impostos, que o Estado suportaria todas as despesas de saude, educação e afins, que não haveria avaliações na Função Pública, que não se cortariam os benefícios das empresas públicas, mesmo assim a comunicação ficaria sempre aquém do que a oposição esperaria!

Além da oposição, também os comentadores políticos - mesmo os que criticavam a forma de "comunicação positiva" do anterior executivo - acham que de todas as vezes que este PM fala ao País, fica aquém do esperado.

Já pensaram que se calhar é por ele dizer a verdade?
E que a verdade por vezes custa a ouvir?
E que a maioria dos portugueses estava farta de mentiras?

Imagino que este meu comentário, para algumas pessoas, irá ficar aquém do esperado....